Se a noite desta quinta-feira foi, de facto, a última vez que Lionel Messi atuou pela seleção argentina no seu país natal, o craque fez questão de sair em grande estilo. Diante de uma casa cheia no Estádio Monumental, em Buenos Aires, Messi foi a grande estrela da goleada por 3-0 sobre a Venezuela, marcando dois dos golos da equipa. A vitória manteve a Albiceleste firmemente na liderança das eliminatórias da CONMEBOL, com uma vantagem de 10 pontos, e já com a qualificação para o Mundial de 2026 garantida.
O ambiente no Monumental era de pura emoção, com os adeptos conscientes de que poderiam estar a testemunhar o último acto do seu ídolo máximo em solo argentino. Messi não desapontou. Mostrando flashes da sua genialidade, ele comandou a equipa com passes precisos, dribles característicos e uma finalização implacável. Cada toque seu na bola era celebrado como um momento de história viva, num tributo adequado a um jogador que já deu tantas alegrias à sua nação.

Desde a conquista do Copa do Mundo no Catar em 2022, especula-se que cada jogo de Messi pela seleção pode ser o último. Aos 38 anos, o astro tem lutado contra várias lesões nas últimas temporadas pelo Inter Miami, levantando questões naturais sobre a sua capacidade de manter o ritmo no mais alto nível. Apesar de continuar a representar o seu país com orgulho, o fim da sua brilhante carreira internacional parece estar cada vez mais próximo. A despedida final é apenas uma questão de tempo.
A grande questão que paira no ar é: veremos Lionel Messi na Copa do Mundo de 2026, a ser realizada nos EUA, Canadá e México? O próprio jogador abordou o tema após o jogo, adoptando uma postura pragmática. Messi afirmou que “vai ver como o seu corpo se sente” quando chegar a hora de tomar uma decisão definitiva sobre o seu compromisso com a seleção para o torneio. Esta declaração reflecte a sabedoria de um atleta que ouve o seu próprio corpo e que não quer comprometer o seu legado ou a performance da equipa. A sua prioridade será sempre estar em condições de ajudar a Argentina, e não apenas fazer número. A nação agora aguarda, torcendo para que o corpo do seu herói lhe permita mais um capítulo glorioso.